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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

AVATAR


A Liberdade é azul

Por André Leite

Marinheiros chegam a uma desconhecida colonização com a missão de explorar as riquezas do local e nativa se apaixona por um dos oficiais, que se revolta, após descobrir as reais intenções na tripulação... Pocahontas? Não;Avatar!

O filme não assume suas referências, mas nem precisava; eles não estavam brincando quando diziam que estávamos entrando num novo universo. O que vemos é de cair o queixo, pois o visual é magnífico e todo criado por computação, desde as plantas até o povo do planeta, causando um delírio visual de cores, formas e tipos, como os animais alados, mas parecidos com um antigo personagem do desenho animado dos Herculoides e os elefantes com a cabeça de tubarão-martelo. Veja em 3D, por favor, senão metade da brincadeira perderá a graça.

Mas e a história? Tenha a santa paciência! Depois de ter visto tudo isso, você ainda quer uma história? Avatar faz parte daquele tipo de produto nos quais as cenas são mero pretexto para originar grandes batalhas, voos descomunais e tudo mais que os olhares conseguirem captar. Quer um conselho? Vá ver o filme como quem fosse para um grande parque de diversões.

P.S. - Não concordo com o André. "Avatar" tem uma boa história, embora um pouco piegas (como todo produto hollywoodiano). Mostra o quanto a ganância capitalista do homem branco é burra, não enxergando a verdadeira riqueza contida na natureza. Mostra também que toda tecnologia humana é atrasada e nefasta. O homem moderno não consegue transpor sua própria mediocridade, impedindo-o de interagir com a Natureza e o Cosmo - como os "atrasados" povos da floresta já fazem a séculos!

Vaticano critica ‘Avatar’

A Igreja Catolica ataca novamente!!!

O jornal L’Osservatore Romano e a Radio Vaticana, ambos ligados ao Vaticano, qualificaram o filme Avatar, de James Cameron, como simplista e criticaram-no por trazer doutrinas modernas que promovem o culto à natureza como substituto da religião.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que embora essas avaliações sejam apenas resenhas cinematográficas, sem peso teológico, elas refletem a visão do papa Bento XVI sobre os perigos de converter a natureza numa “nova divindade”.

O pontífice tem falado frequentemente sobre a necessidade de proteger o meio ambiente, mas advertindo que não se pode equiparar o ser humano com outros seres vivos, para não cair num neo-paganismo.

Também, pudera, já pensou se todos se voltassem para o culto da Natureza? Como iria ficar nossa sagrada Igreja Romana e suas co-irmãs evangélicas?

Quem iria cobrar os dízimos?