Informações, curiosidades, comentários, pontos-de vista... Este é o nosso blog, vamos fazer ouvir a voz da minoria que não se resigna; a "minoria" ruidosa!
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Múmia Inca intacta apos 500 anos
Museu dos Andes exibiu em 2007 pela primeira vez menino e meninas sacrificados há 500 anos.
Ritual do império levava crianças nobres a morrer de frio no alto de montanhas.
Salta, Argentina - Além da donzela Llullaillaco (15), também foram encontrados o menino (7) e a menina do relâmpago (6): três crianças incas, que estavam sepultados em uma montanha árida e gelada há
500 anos como um sacrifício religioso. Perto da fronteira com o Chile, seus corpos congelados estão entre as múmias melhor preservadas já encontradas, ainda com sangue, orgãos internos são encontrados intactos como o coração, pulmões, apenas pele e características faciais foram pouco afetados.
Nenhum esforço especial foi feito para preservá-los. O frio eo ar seco e fino fez todo o trabalho. Eles congelaram até a morte enquanto dormiam, e 500 anos depois, ainda se parecia com crianças dormindo, e não múmias.
As crianças foram sacrificados como parte de um ritual religioso, conhecido como "capacocha", no qual são colocadas em uma dieta de ganho de peso durante um ano inteiro antes de seu sacrifício e, em seguida, eles foram drogados e deixados em cima do vulcão Llullaillaco.
Eles caminharam por centenas de quilômetros para cerimônias em Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco (yoo-yeye-YAH-co), e, uma vez que eles estavam dormindo, colocadas em nichos subterrâneos, onde eles congelaram até a morte. Bonitas, saudáveis, as crianças fisicamente perfeitos foram sacrificados, e foi uma honra serem escolhidas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas como os anjos.
Uma das crianças, uma menina de 6 anos de idade, tinha sido atingida por um raio em algum momento depois que ela morreu, resultando em queimaduras no rosto, parte superior do corpo e do vestuário. Ela e o menino, que tinha 7 anos, tinham crânios levemente alongados, criado deliberadamente por envolvimentos na cabeça - um sinal de status social elevado, possivelmente até mesmo realeza.
Os cientistas trabalharam com os corpos em um laboratório especial, onde a temperatura do laboratório inteiro poderia cair para 0 graus, e as múmias nunca foram expostas a temperaturas mais elevadas por mais de 20 minutos a uma hora de tempo, para evitar o descongelamento.
Testes de DNA revelaram que as crianças eram independentes, e tomografias mostraram que eles estavam bem nutridos e não tinham ossos quebrados ou outros ferimentos. A "Donzela" aparentemente tinha sinusite, bem como uma doença pulmonar chamada bronquiolite obliterante, possivelmente o resultado de uma infecção.
"Há dois lados", disse Dr. Miremont. "O científico - podemos ler o passado das múmias e os objetos. O outro lado diz que essas pessoas vieram de uma cultura que sobreiveu, e um lugar santo na montanha. "
Alguns consideram a exposição como se estivessem numa igreja, disse Dr. Miremont.
"Para mim, é um museu, não é um lugar santo", disse ele. "O lugar santo é no topo da montanha."
As montanhas ao redor de Salta abrigam pelo menos 40 locais de sepultamento, outros sacrifícios rituais, mas o Dr. Miremont disse que o povo nativo que vivem nessas regiões não querem mais corpos retirados.
"Vamos respeitar os seus desejos," disse Dr. Miremont, acrescentando que três múmias foram suficientes. "Não é necessário quebrar túmulos mais. Gostaríamos de ter boas relações com o povo local."
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Cosmogonia cristã, releitura do paganismo.
O cristianismo se constitui por meio de apropriações das genealogias e das estruturas religiosas das civilizações da Antiguidade e das tradições pagãs. Ao longo de seu advento no tempo e no espaço, o cristianismo legitimou-se aproveitando as estruturas religiosas pré-existentes, relendo e reinterpretando os mitos e as mitologias, alterando seus significados e negando-lhes certos aspectos com o objetivo de reiterar seus dogmas e preceitos. Muito da cosmogonia cristã pode ser encontrada em diversas tradições pagãs. As histórias bíblicas são reinvenções de mitos e histórias pagãs que se perderam no tempo. Rituais como missa, culto a santidades, procissões e festas são recriações de cerimônias e rituais de cultos aos deuses pagãos. Desse modo, quando comemoramos datas como Natal, Folia de Reis, Carnaval ou Páscoa, podemos estar resignificando para nosso conforto espiritual rituais de religiões tão obscuras que já se perderam suas origens e achar que estamos perpetuando as tradições original e legitimamente cristãs.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Domingo...
Domingo...
Dia do Senhor. Ou será Dia do Sol (sunday)? Ou dia do Senhor Sol? Bem, de qualquer maneira essas denominações hoje perdem cada vez mais o sentido. Domingo vira dia de encher a cara de cachaça, a barriga de carne e a mente de porcarias da televisão!
Brevemente falaremos mais sobre isto. Por enquanto tentemos refletir sobre o verdadeiro sentido deste dia que muitos adoram, e muitos detestam!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
"Papai Noel"
Entre os dias 20 e 31 de Dezembro ocorre o 'JUL' - Celebração do ano novo nórdico, comemorado pelos Asatrús. Trata-se de um festival de 12 noites. É o mais importante de todos os festivais para os seguidores dessa filosofia. Na noite de 20 de Dezembro, o Deus Wotan (Odin) viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza. Nos tempos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e Odin (que é caracterizado como um senhor gordinho de longas barbas) acabou virando o simpático Papai Noel. Até hoje existe uma estátua de Odin na Noruega, que a Igreja acabou transformando na estatua de "São Nicolau".Depois de ler esse texto, fui pesquisar no google, e olha só o que encontrei, além de ter muito mais...
UM POUCO MAIS SOBRE O NATAL NORUEGUÊS
Tradiçoes natalinas na antiga Noruega...
O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados, em parte, em várias culturas antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem ainda mais por meio de várias semanas de festividades. Nós nos tornamos mais refletivos e atenciosos.
Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno (Yule)- um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte.
Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo. Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O natal é, deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições cristãs mais modernas.
Hoje, o natal é a celebração mais popular do ano na igreja cristã e para famílias e amigos.
Natal nos velhos tempos...
As preparações para o natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do natal durassem o resto do ano. Em fazendas norueguesas maiores, cinco a seis porcos, sete a oito ovelhas, duas vacas e um par de bezerros eram mortos. A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do solstício de inverno, na lua nascente. Os fazendeiros acreditavam que a carne era melhor e iam além, se o sacrifíco fosse realizado numa boa hora. As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada, e o restante era lacrado hermeticamente com uma camada de gordura. Nada se perdia - depois do corte da carne era hora de fazer velas e sabão com a gordura. As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pão, pão de fôrma, lefse e pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e o corte da carne e o assado preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira. Tudo precisava estar limpo e brilhante para a celebração. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
Religião...
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do natal. Os cardápios variavam de distrito para distrito, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda - empregados, família e convidados - comiam o jantar de "natal" juntos. Freqüentemente as mulheres deixavam a comida de fora até o dia depois do Natal caso espíritos do mal e "pequenas pessoas" resolvessem visitar a fazenda durante a noite. O nisse não podia ser esquecido, caso contrário a fazenda poderia ter má sorte.Todos iam para um culto matinal da igreja no dia de natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a véspera de natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no dia de natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Julebukk...
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode) na frente, era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez. Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.
Fonte: http://anoruegabrasileira.blogspot.com/
Como podemos ver, tudo, ou quase tudo das tradições pagãs, foi fielmente adapatado para a o cristianismo...
Pesquisem...
UM POUCO MAIS SOBRE O NATAL NORUEGUÊS
Tradiçoes natalinas na antiga Noruega...
O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados, em parte, em várias culturas antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem ainda mais por meio de várias semanas de festividades. Nós nos tornamos mais refletivos e atenciosos.
Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno (Yule)- um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte.
Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo. Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O natal é, deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições cristãs mais modernas.
Hoje, o natal é a celebração mais popular do ano na igreja cristã e para famílias e amigos.
Natal nos velhos tempos...
As preparações para o natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do natal durassem o resto do ano. Em fazendas norueguesas maiores, cinco a seis porcos, sete a oito ovelhas, duas vacas e um par de bezerros eram mortos. A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do solstício de inverno, na lua nascente. Os fazendeiros acreditavam que a carne era melhor e iam além, se o sacrifíco fosse realizado numa boa hora. As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada, e o restante era lacrado hermeticamente com uma camada de gordura. Nada se perdia - depois do corte da carne era hora de fazer velas e sabão com a gordura. As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pão, pão de fôrma, lefse e pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e o corte da carne e o assado preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira. Tudo precisava estar limpo e brilhante para a celebração. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
Religião...
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do natal. Os cardápios variavam de distrito para distrito, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda - empregados, família e convidados - comiam o jantar de "natal" juntos. Freqüentemente as mulheres deixavam a comida de fora até o dia depois do Natal caso espíritos do mal e "pequenas pessoas" resolvessem visitar a fazenda durante a noite. O nisse não podia ser esquecido, caso contrário a fazenda poderia ter má sorte.Todos iam para um culto matinal da igreja no dia de natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a véspera de natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no dia de natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Julebukk...
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode) na frente, era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez. Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.
Fonte: http://anoruegabrasileira.blogspot.com/
Como podemos ver, tudo, ou quase tudo das tradições pagãs, foi fielmente adapatado para a o cristianismo...
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