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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Múmia Inca intacta apos 500 anos

Museu dos Andes exibiu em 2007 pela primeira vez menino e meninas sacrificados há 500 anos. Ritual do império levava crianças nobres a morrer de frio no alto de montanhas. Salta, Argentina - Além da donzela Llullaillaco (15), também foram encontrados o menino (7) e a menina do relâmpago (6): três crianças incas, que estavam sepultados em uma montanha árida e gelada há 500 anos como um sacrifício religioso. Perto da fronteira com o Chile, seus corpos congelados estão entre as múmias melhor preservadas já encontradas, ainda com sangue, orgãos internos são encontrados intactos como o coração, pulmões, apenas pele e características faciais foram pouco afetados. Nenhum esforço especial foi feito para preservá-los. O frio eo ar seco e fino fez todo o trabalho. Eles congelaram até a morte enquanto dormiam, e 500 anos depois, ainda se parecia com crianças dormindo, e não múmias. As crianças foram sacrificados como parte de um ritual religioso, conhecido como "capacocha", no qual são colocadas em uma dieta de ganho de peso durante um ano inteiro antes de seu sacrifício e, em seguida, eles foram drogados e deixados em cima do vulcão Llullaillaco.
Eles caminharam por centenas de quilômetros para cerimônias em Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco (yoo-yeye-YAH-co), e, uma vez que eles estavam dormindo, colocadas em nichos subterrâneos, onde eles congelaram até a morte. Bonitas, saudáveis, as crianças fisicamente perfeitos foram sacrificados, e foi uma honra serem escolhidas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas como os anjos. Uma das crianças, uma menina de 6 anos de idade, tinha sido atingida por um raio em algum momento depois que ela morreu, resultando em queimaduras no rosto, parte superior do corpo e do vestuário. Ela e o menino, que tinha 7 anos, tinham crânios levemente alongados, criado deliberadamente por envolvimentos na cabeça - um sinal de status social elevado, possivelmente até mesmo realeza. Os cientistas trabalharam com os corpos em um laboratório especial, onde a temperatura do laboratório inteiro poderia cair para 0 graus, e as múmias nunca foram expostas a temperaturas mais elevadas por mais de 20 minutos a uma hora de tempo, para evitar o descongelamento.
Testes de DNA revelaram que as crianças eram independentes, e tomografias mostraram que eles estavam bem nutridos e não tinham ossos quebrados ou outros ferimentos. A "Donzela" aparentemente tinha sinusite, bem como uma doença pulmonar chamada bronquiolite obliterante, possivelmente o resultado de uma infecção. "Há dois lados", disse Dr. Miremont. "O científico - podemos ler o passado das múmias e os objetos. O outro lado diz que essas pessoas vieram de uma cultura que sobreiveu, e um lugar santo na montanha. " Alguns consideram a exposição como se estivessem numa igreja, disse Dr. Miremont. "Para mim, é um museu, não é um lugar santo", disse ele. "O lugar santo é no topo da montanha."
As montanhas ao redor de Salta abrigam pelo menos 40 locais de sepultamento, outros sacrifícios rituais, mas o Dr. Miremont disse que o povo nativo que vivem nessas regiões não querem mais corpos retirados. "Vamos respeitar os seus desejos," disse Dr. Miremont, acrescentando que três múmias foram suficientes. "Não é necessário quebrar túmulos mais. Gostaríamos de ter boas relações com o povo local."

sábado, 2 de junho de 2012

A farra do Gilmar

GILMAR MENDES USOU DINHEIRO PÚBLICO PARA "VER" EQUINÓCIO NO AMAPÁ Dono de escola viajou com tudo pago pelo STF para receber título honorífico e observar de perto o sol incidindo diretamente sobre a linha do Equador
. Além das passagens aéreas com tratamento VIP, o povo brasileiro bancou, também, as diárias do ministro Gilmar Mendes em sua passagem por Macapá, nos dias 19 e 20 de março de 2009. Naquela ocasião, o magistrado-empresário largou o serviço em Brasília para ser homenageado pela Assembléia Legislativa do Amapá com o título de "cidadão amapaense", em evento que contou com a presença de outro amapaense ilustre, o maranhense José Sarney. O jurista-maior do Brasil aproveitou o embalo e foi até o Marco Zero da cidade conferir a horizontalidade dos raios solares na efeméride conhecida como "Equinócio das Águas". Tudo com o nosso rico dinheirinho. Para se inteirar das andanças do Professor Gilmar pelo Brasil e pelo mundo, e para saber mais sobre o equinócio e sobre as pororocas, clique aqui. POSTADO ORIGINALMENTE POR ESTE CLOACA NEWS NO DIA 28 DE MAIO DE 2009

domingo, 28 de agosto de 2011

O doce sabor da amizade

Nada como o prazer sem paralelo de receber ou ser recebido por amigos chegados. São nessas reuniões que alimentamos nossos sonhos, nossas convicções, nossos desafios...
Ultimamente tenho estado junto aos amigos em diversas ocasiões.
Como é magnífico o sabor dos drinques e petiscos degustados entre poesias, discussões políticas/filosóficas/esportivas/cinematográficas, ou simples fofocas e maledicências.
Nosso Calvário do dia-a-dia esvai-se diante da sonoridade redentora das gargalhadas da galera.
Um sempre fica mais doido que os demais e provoca riso em todos...

Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não necessariamente.
A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas.
Muitas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida.[1] Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. Carl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é".

terça-feira, 4 de maio de 2010

PRIMEIRO DE MAIO

por Rafael Huguenin

É possível compreender certas características de um povo por meio da observação de suas comemorações populares. Ou seja, ao observarmos como a população se comporta em certas datas simbólicas específicas, podemos compreender certas traços essenciais de sua natureza e do seu estado de espírito em determinado momento. São significativas, neste sentido, as comemorações do dia primeiro de maio pelo mundo. Em alguns países, por um lado, esta data é marcada por protestos, marchas, reivindicações e confronto. Já em outros países, por outro lado, a data é comemorada com festas, shows de artistas populares e diversão.

Ainda que seja cada vez mais comum esvaziar o caráter simbólico de certas datas, reduzindo-as a meros feriados, nos quais, em meio ao lazer e à diversão, pouco se pensa no que as datas em questão se propõem a homenagear, faz-se necessário pensá-las com veemência. Ou seja, devemos relembrar o que as datas comemoram e utilizá-las como ponto de partida para uma reflexão. Sendo assim, no dia primeiro de maio, data na qual se comemora o dia do trabalhador, devemos empregar pelo menos alguns minutos de nosso dia de feriado na reflexão sobre aquilo a que este dia se consagra. Pois bem, por que se comemora o dia do trabalho em primeiro de maio?

A instituição do primeiro de maio como o “dia do trabalhador” remonta aos fatos que ocorreram ao longo dos primeiros dias de maio de 1886 na cidade de Chicago, nos EUA. Reunidos em manifestação, milhares de trabalhadores reivindicavam a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. Dois anos antes, a FOTLU (Federation of Organized Trades and Labor Unions of United States and Canada), uma federação que congregava diversas organizações sindicais dos EUA e do Canadá, emitiu uma resolução que instituía o dia primeiro de maio de 1886 como uma data a partir da qual jornadas de trabalho acima de oito horas não seriam mais toleradasi. Quando esta data chegou, ocorreram comícios e protestos nas principais cidades norte americanas. O centro de todo este movimento era a cidade de Chicago, cidade a partir da qual se coordenava uma greve geral.

No dia três de maio, a polícia de Chicago reprimiu com violência exagerada uma manifestação pacífica dos trabalhadores ainda em greve, resultando na morte de seis trabalhadores e diversos feridos. Indignados com este ato, que reprimiu com bestialidade um movimento até então pacífico, os trabalhadores foram novamente às ruas no dia seguinte, dia quatro de maio. Concentrados na praça Haymarket, os manifestantes protestavam pacificamente quando a polícia decidiu dispersar a multidão. Os ânimos se exaltaram. O povo, revoltado, reagiu. E o caos tomou conta do lugarii. Uma bomba foi atirada em direção às forças de repressão, resultando na morte imediata de dois policiais. Cinco outros morreram depois, vários deles vítimas de balas disparadas por seus próprios companheiros. Doze trabalhadores foram mortos e diversos foram feridos. Este acontecimento tornou-se conhecido como a Revolta de Haymarketiii. Em 1889, a Segunda Internacional Socialista, em homenagem aos mártires de Chicago, declara o dia primeiro de maio como o dia internacional do trabalho, dia no qual serão feitas reivindicações e marchas de trabalhadores organizados.

No Brasil, até pouco antes do início da era de Getúlio Vargas (1930-1945), o movimento operário, incipiente no país ainda pouco industrializado, celebrava o primeiro de maio como uma data de protestos e reivindicações. Ao longo do governo de Getúlio Vargas, no entanto, sob a égide ideológica de seu trabalhismo, o dia primeiro de maio se transforma gradualmente em um dia destinado a comemorar não exatamente o trabalhador e sua luta, mas simplesmente o trabalho. Apesar de sutil, esta mudança altera significativamente o caráter e a postura assumida pelos trabalhadores no primeiro de maio. Se, antes, era um dia comemorado com passeatas, protestos, reivindicações e até mesmo confrontos, depois passou gradualmente a ser um dia comemorado com festas populares, shows de artistas famosos ou simplesmente com o puro ócio. Esta tendência prossegue ainda em nossos dias, conforme ilustram a celebrações realizadas nas principais capitais do país.

Temos hoje, felizmente, a liberdade ao menos de escolher o que vamos fazer em nossos feriados. Gozamos até mesmo da liberdade de não pensarmos naquilo que o feriado se propõe a homenagear. Mas não convém esquecer que, se hoje temos certas conquistas, como a jornada de trabalho de oito horas e até mesmo feriados, devemos isso a certas pessoas que abriram mão de suas individualidades e colocaram suas vidas em risco nas ruas, nas barricadas e nos confrontos com a repressão. Devemos honrar os que lutaram – e os que continuam lutando – para que hoje possamos gozar até mesmo da liberdade de ignorá-los. Por isso, ainda que no Brasil, hoje, ao contrário do que ocorre nas principais cidades do mundo, o dia do trabalhador seja comemorado sobretudo por meio da diversão, não devemos esquecer o exemplo dos trabalhadores de Chicago que, pelo menos naquele primeiro de maio, não foram às ruas para dançar, mas para lutar.

NOTAS

i)Ver, a esse respeito, o texto intitulado "How May Day Became a Workers' Holiday". The Guide to Life, The Universe and Everything. Eis o trecho desta resolução: "(It is) Resolved ... that eight hours shall constitute a legal day's labor from and after May 1, 1886, and that we recommend to labor organizations throughout this district that they so direct their laws so as to conform to this resolution by the time named."

ii)Esta frase faz uma referência a um verso da música Reprecaos da banda paulista Vírus 27, faixa da coletânea Ataque Sonoro, lançada em 1985. Aliás, seria interessante realizar um estudo sobre os aspectos políticos presentes na letras e atitudes das bandas punks de São Paulo no início da década de oitenta, comparando-as com as letras e atitudes de outras bandas e artistas do mesmo período histórico.

iii)O verbete em língua inglesa sobre a Revolta de Haymarket da Wikipédia é bem detalhado, possuindo diversas referências bibliográficas.


--
Rafael Huguenin
http://www.rafaelhuguenin.com

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Alimentação através dos tempos - parte 3


Outro ponto investigado por Corbier é o acesso aos alimentos no que diz respeito a “frumentária”, às doações e aos presentes, ao consumo de produção própria, ao mercado, ao gradativo abismo alimentar entre ricos e pobres com o passar dos tempos, à hierarquia social no comer, etc. Investiga também os modos de preparação; as qualidades, quantidades e partes; os temperos; o acesso desigual aos alimentos quentes; as infra-estruturas; os espaços e os lugares convivais. A pesquisadora afirma que o ideal de frugalidade era pouco respeitado; as proibições eram poucas, todavia, deveria haver moderação; às elites, por exemplo, era recomendável certo número de condutas, as quais restringiriam um pouco os excessos destas elites. As restrições aos soldados com relação aos pratos quentes eram dribladas pelo cozimento de seus próprios alimentos ou pela compra a vendedores ambulantes. O povo não tinha o banquete para as comensalidades domésticas e nem acesso a pratos quentes. Porém, em compensação a essas deficiências, freqüentava lugares onde podiam saborear os pratos (quentes) em companhia dos amigos: “Taberna e popina ilustram as possibilidades de uma desforra para recuperar o acesso aos valores dos quais o povo está excluído, principalmente a sociabilidade” (CORBIER: op.cit., p. 234). Os ricos, por sua vez, além de, não raramente, quebrarem as regras do ideal de frugalidade, muitas vezes eram vistos misturados a gentalha por prazer ou por necessidade. Como podemos perceber, segundo a autora, as práticas alimentares, muitas vezes, transgrediam as hierarquias sociais. Desse modo, a sociedade romana foi profundamente transformada pela importância crescente da moeda e pelo aumento espetacular das receitas, sendo que estas transformações foram percebidas na mudança em seus hábitos sociais, inclusive alimentares.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Depois da folia, ressaca!


Carnaval!!!
Esquindô, esquindô! Só alegria!
As televisões não pararam de mostrar nesses quatro dias a festa pelo Brasil afora. Celebridades, gente bonita (algumas nem tanto...), festa, folia, alegria, sacanagem, passa mão aqui, mete o dedo ali...
No Brasil, de Norte a Sul, todo mundo feliz!
Passado a festa, os telejornais voltam a sua rotina de violência. E, claro, destaque para o lado b da festa: acidentes de trânsito, assassinatos, estupros, brigas, assaltos...
As tragédias televisivas ficaram quietinhas nesses quatro dias para voltar com tudo na quarta-feira.
A notícia não pode parar!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A gente tem juízo mas não usa!


Entra ano sai ano, a mesma coisa! O brilho da festa mercantilista do Natal/Ano Novo é ofuscado pelas tragédias ocasionadas pelas tempestades do Verão...
Em meio ao pipocar dos fogos de Copacabana barracos e mansões deslizam por morro abaixo!
Mas, fazer o que? A Natureza busca manter o equilíbrio que o Homem insiste em alterar. Sabemos que não podemos construir nas encostas e continuamos a construir (quando não sabemos, ninguém vem nos avisar que não podemos). Não queremos construir nas encostas, mas ninguém nos oferece alternativas para morarmos em lugar seguro.
Temos técnicos das mais variadas especialidades que poderiam implementar um planejamento urbano adequado, porém interesses políticos, econômicos e pragmáticos impedem esses planejamentos...
Dessa vez a Natureza foi democrática e atingiu ricos e pobres.
Os telejornais fazem a festa, massificando nossa mente com as tragédias das enchentes e das avalanches para logo a seguir anunciar as boas novas do Carnaval...
Enfim, a gente tem juízo mas não usa!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cine Íris - 100 anos de resistência!


Hoje comemeora-se 100 anos da fundação do Cine Íris na rua da Carioca, Rio de Janeiro. Situado no tradicional centro velho da cidade, em um prédio tombado pelo patrimônio histórico, o cinema é famoso por apresentar todos os dias sessões de filmes eróticos entremeadas de shows de streap-tease. Nos fins de semana, o cinema recebe os moderninhos em famosas festas higth tech. As festas do cine Íris são famosíssimas na cidade!
O cine Íris é um exemplo de resistência cultural no Rio de Janeiro. Lembra nossa velha infância, quando íamos às matinès proibidas de filmes de sacanagem. Muitos desses cinemas "poeirinhas" viraram "Igrejas Universais do Reino do Edir Macedo". Em 1992 tentaram fazer o mesmo com o nosso querido Íris, mas, felizmente, o plano dos crentes logrou.
Desde então, o cinema apresenta as famosas sessões duplas ou até triplas de erotismo e sacanagem. Você entra, paga 9 reais e fica o dia todo. Como eram os cinemas antigamente, antes da ditadura dos shopping centers mercenários, onde você tem que pagar um preço exorbitante e assistir a apenas uma sessão e se chegar atrasado perde um bom pedaço do filme.
No Íris, você entra assiste aos filmes quantas vezes quiser. Quando dá a hora do show, a sessão é interrompida, mas quando o show acaba, o filme retorna de onde parou. Bom, gostoso e barato!
Hoje, na comemoração dos 100 anos, a sacanagem vai dar lugar a nostalgia. Em vez de filmes pornôs vão ser exibidos filmes-mudos e em vez de shows de streap-tease, shows revivendo o teatro de revista. Imperdível!
Muito bem, se você estiver de bobeira pelo centro da cidade, dê uma passada no Cine Íris,diversão e prazer na certa!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

ORGULHO LGBT


Parada do Orgulho LGBT-Rio tem nova data


Grupo Arco-Íris
transfere a passeata para dia 1º de novembro e divulga
agenda de eventos

Devido à ampla
agenda de atividades culturais, sociais, políticas e
acadêmicas que farão parte da programação oficial da
14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, o Grupo Arco-Íris de
Cidadania LGBT adia a manifestação que se dará na orla de
Copacabana. Além disso, tendo como base o alto índice do
contágio no Rio de Janeiro da gripe A (H1N1) e este evento
de grande dimensão - que no ano passado reuniu 1,5 milhões
de participantes - aglomerar pessoas oriundas de diversas
localidades, o Grupo resolveu como medida preventiva,
transferir o evento. Fontes governamentais informam que
ainda existe uma possibilidade de um pico do surto da gripe
na segunda quinzena de setembro, podendo se arrastar ainda
na primeira quinzena de outubro. A nova data é dia 1º de novembro (domingo),
véspera de feriado, período que os fluminenses e os
turistas poderão aproveitar os points da Cidade
Maravilhosa.


“O Grupo
Arco-Íris tem como missão contribuir para a melhoria da
qualidade de vida da população e isso implica que nós
não podemos ficar omissos diante de um grave problema de
saúde coletiva, visto nossa trajetória de ações
preventivas em DST e HIV/AIDS”, afirma a presidente do
Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, Gilza Rodrigues. A
presidente ainda completa: “A parada vai ser linda. Este
ano temos muitas surpresas! O cenário político do Rio de
Janeiro auxilia na produção de nosso evento. Pela primeira
vez, teremos a participação das três esferas
governamentais de maneira bastante proativa: prefeitura,
governo estadual e federal. Isto porque teremos atividades
acontecendo em espaços culturais da cidade, administrados
por órgãos do poder público como os Teatros João
Caetano, Gláucio Gill, Carlos Gomes e Sérgio Porto; e
outros equipamentos culturais, como: Terreirão do Samba;
Centro de Artes Calouste Gulbenkian; Sala Baden Powell;
entre outros”.


O coordenador geral da 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, Cláudio
Nascimento, informa sobre a nova identidade visual da
campanha publicitária da 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio,
que utilizará um layout mais solar e colorido, sem perder o
seu sentido de reivindicação e luta pelos direitos LGBT.
“A homofobia é uma dura realidade em nosso país.
Continuaremos com a Campanha Não Homofobia, através da
coleta de assinaturas virtuais para cobrar a
criminalização da homofobia pelo Senado Federal.
Entretanto, utilizaremos outra estratégia: mostraremos o
futuro que queremos alcançar. A campanha publicitária
desse ano tem como slogan: eu tenho o direito de viver e
amar livremente. Diga não a homofobia. Uma forte
mensagem para convocar e transformar corações e mentes”.
A campanha publicitária foi idealizada pelo publicitário
Bruno Bertani, da Indústria Nacional
Design.


A 14ª Parada do
Orgulho LGBT-Rio conta com o patrocínio do Governo Federal,
através da Petrobrás; do Governo do Estado do Rio de
Janeiro, através das Secretarias Estaduais de Assistência
Social e Direitos Humanos, Cultura, Turismo, Esporte e
Lazer; Saúde e Defesa Civil; da Prefeitura Municipal do Rio
de Janeiro, através das Secretarias Municipais de Turismo,
Esporte e Lazer, Cultura; Assistência Social e Saúde; e
pela iniciativa privada possui o apoio da Vale. Ainda
conta com o apoio dos órgãos de controle urbano,
acautelamento de menores, limpeza, defesa civil e segurança
pública.


Informações
para a imprensa:
Márcia Vilella
Diego Cotta
Target
Assessoria de Comunicação
Telefone: 21
8158 9692 | 8158 9715 | 2284 2475
target@target.inf.br |
www.target.inf.br




PROGRAMAÇÃO
OFICIAL DA 14ª PARADA DO ORGULHO LGBT – RIO
2009

Data: 5 de outubro, às
19h

Local: Teatro
Carlos Gomes - Centro
Show de abertura
da Programação Oficial da 14ª. Parada do Orgulho LGBT-Rio
2009

Data: 5 de outubro a 5 de
novembro

Local: Galeria
do Centro Cultural Sergio Porto - Humaitá
Exposição:
“Nossa história, nossa força, nossa voz: 14 anos de
Parada do Orgulho LGBT-Rio”

Data: 9 e 10 de outubro, das
14h às 22h
Local:
Castelinho do Flamengo e outros locais a
confirmar.
Mostra de Filmes
Metáforas da Diversidade

Data: 9 de outubro, a partir de
23h30

Local: Cine
Ideal - Centro
Pride Ideal
Nacional com o DJ Edson Pride e a cantora Joe
Welsh

Data 11 de outubro, a partir de
23h30

Local: Cine
Ideal - Centro
Cine Ideal com
orgulho, com DJs Dupla Altar

Data: 14, 21 e 28 de outubro,
às 19h

Local: Sala Cecília Meirelles – Auditório Guiomar Novaes -
Lapa
Encontro de
Voluntários da Parada e de sua
programação

Data: de 22 a 25 de outubro,
às 19h

Local: Teatro
Gláucio Gil - Copacabana
Semana
Auto-Retratos – espetáculos e shows de resgate da cultura transformista do Rio

Data: 26 a 30 de outubro, das
15h às 22h

Local:
Castelinho do Flamengo e outros locais a
confirmar
Ciclo Arco-Íris
Pensando a Cidadania LGBT
Seminário
Estadual AIDS e Saúde LGBT

Data: 27 e 28 de outubro, às
19h

Local: Sala
Baden Powell - Copacabana
Vozes da
Diversidade – show musical com cantores e cantoras
LGBT

Data: 29 de outubro, às
21h

Local: Cine
Ideal - Centro
Festa Oficial de
Celebração da 14ª Parada do Orgulho LGBT Rio – 2009

(com a
Premiação das Cantoras Lésbicas da cena LGBT e
Lançamento da Quinta Lés)

Data: 30 de outubro, às
20h

Local: Teatro
João Caetano - Centro 8º Prêmio
Arco-Íris de Direitos Humanos
Data: 31 de outubro, das 10h às 22h

Local:
Terreirão do Samba e Centro de Artes Calouste Gulbenkian -
Centro (à confirmar) Feira Arco-Íris
de Cultura LGBT
Lesbifest –
Festival de Cultura e Diversidade entre lésbicas e mulheres
bissexuais

Data: 31 de outubro, às
22h

Local: Boate
1140 – Praça Seca - Jacarepaguá
Festa
Pré-Parada

Data: 1 de novembro, das 09h
às 18h

Local: Praia de
Copacabana, Posto 6 - Copacabana
Ação Orgulho,
Cidadania e Direitos Humanos (tendas de serviços e
informações para a população em geral)

Data: 1 de novembro, às
13h

Local: Praia de
Copacabana, Posto 6 - Copacabana
14ª Parada do
Orgulho LGBT-Rio 2009

Data: 1 de novembro, às 22h


Local: Le Boy -
Copacabana
Festa de
Encerramento da 14ª Parada do Orgulho LGBT – Rio
2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Crônica




Festa Brasileira com certeza!

No penúltimo fim de semana, convidado por amigos, subi até Petrópolis. Tínhamos combinado a um bom tempo em participar da baunerfest (ou algo falável assim, rs) - festa da cidade em honra aos descendentes dos imigrantes alemãs que ajudaram na colonização da região. Era essencialmente uma festa folclórica na qual desfiam grupos de rapazes e moças apresentando números de música e dança recheado de canções tradicionais da velha Alemanha.
Até aí morreu Neves, vocês diriam. Eram dois os amigos que eu acompanhava, Hermes e Dionísios. Ambos tinham peculiaridades interessantes. Aquele, careca, sempre de gorrinho, elegante, muito conhecedor da história da cidade e seu monumentos, tecendo comentários sobre a região, seus palacetes e a história dos poderosos que passaram pro eles relacionando-os à história do Brasil, obviamente. Este, professor de história, negro, dono de uma linda cabeleira rasta, irônico e observador.
A primeira decepção de Dionísios foi saber que a festa alemã não teria variedades múltiplas de cervejas. Ele pensou, como eu também pensei, que a festa, sendo típica da cultura alemã, apresentasse um festival de cerveja de todas as marcas e procedências. No entanto, só tinha chopp da Brahma... (No final da festa, nós descobrimos uma barraca escondida dentro da antiga fábrica da Bavária na qual vendiam-se vários tipos de Bohemias - preta, pilsen e a top de linha Bohemia Confraria, ótima!).
Quando chegou na cidade, sua cabeleira rasta chamou várias vezes a atenção, coisa comum em uma cidade com uma população negra relativamente menor que a média nacional. A gente já estava brincando sobre o carater germânico da festa, mas estávamos admirando também a composição meio mestiça de certos componentes dos grupos folclóricos, tinha até negros! Nesse momento, as pessoas que iam desfilar estavam misturadas, ainda formavam grupinhos de fofocas e não estavam formados ainda. Não sabíamos como se daria o desfile.
Tomamos uma latinha de Itaipava, comemos um salgadinho... bela manhã.
Ao começar o desfile, os grupos iam se apresentando da seguinte maneira: jovens formandos quadrilha de casais executando danças e piruetas, seguidos por uma banda de desfile e fanfarra.
Como professores de história não poderíamos deixar de reparar na composição étnica de todos os participantes do desfile. Notamos que havia uma certa "democracia racial" na distribuição dos componentes. Mas aprofundando o olhar, descobrimos que a suposta democracia tinha alguns senões...
A grande proporção de negros nas bandas (que pareciam orquestras!) era muito interessante, pois atendia a dois princípios implícito no fato. O primeiro de atender a demanda de uma parte da população miscigenada e típica de muitas partes do território brasileiro, com um grande proporção de negros e mulatos. Sendo uma festa patrocinada pela prefeitura não faria sentido segregar nenhum segmento da população. A primeira solução, então, é pô-los na banda e deixar os casais de dançarinos e malabaristas compostos só por brancos.
Até aí tudo bem. Não fazia muito sentido ver negros executando danças alemãs do século XVIII ao som de canções folclóricas! Ainda comentei que os brancos precisavam dos negros para executar (e muito bem!) suas músicas tradicionais. Tinha ainda umas meninas negras mais clarinhas (rs,rs) em alguns quartetos só de meninas.
Estávamos, é claro, envolvidos em história naquela cidade. Tudo nos remetiam ao século XIX, à família imperial e à escravidão. Hermes nos contava histórias sobre os diversos palácios e monumentos e seus respectivos moradores e homenageados.
A composição do desfile ia nos mostrando a diversas nuances da composição etnica engendrada na história da cidade (a colonização alemã) e na história do Brasil (a presença do negro pela escravidão e todos os seus desdobramentos referentes a alforrias e abolição).
O desfile esta muito democrático, pensávamos (apesar da segregação dos negros à parte musical), correspondia a uma demanda de parte da população da cidade e uma forma de inclusão da mesma numa festa que tem pretensão de tornar-se identidade municipal, devido ao caráter recente de sua realização (desde 1992, eu acho...).
Até que veio a última parte do desfile, um perfilar de pequenas charretes cobertas de flores, com lindas crianças louras sentadas em bancos de veludo. Os condutores e outros adultos que participavam do desfile em cima das charretes eram todos brancos, louros e ruivos. Excelente, divino, maravilhoso! Parecia a Áustria - que lindo!
Mas um pequeno detalhe punha de novo por terra 121 anos de abolição da escravidão - coisa contumaz!
As charretes eram puxadas por burricos e poneis muito bem tradadinhos. No entanto, estes doces animais eram puxados por meninos e rapazolas. Louríssimos? Não! Pretinhos e mulatos (tinha um até meio indígena com negro)! Com roupinha de servo e tudo!
Estava alí um retrato autêntico de uma tradição histórica. Ficamos indgnados na hora. Como pode uma prática de sujeição se perpetuar de tal maneira que fica ainda resquícios até hoje? Os organizadores não perceberam essa gafe? No entanto, agora, na calmaria das emoções, posso talvez entender a lógica da história: assim se deu a história da colonização na cidade.

domingo, 8 de março de 2009

SALVE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Não levo fé em dia disso ou dia daquilo. Para mim, todos os dias são dias para lembrar, refletir, comemorar. Dia dos Amigos que nada! Todos os dias são próprios para fazer amigos. Dias dos Namorados uma ova! Vamos namorar e amar todos os dias! Natal, Dia das Mães, dos Pais, dos Avôs, das Crianças. Façamos todos os dias presentes e solidários. Todavia, felizmente ou infelizmente, precisamos marcar certas datas para que possamos fazer uma parada reflexiva e chamar a atenção para uma tomada de consciência. O Dia Internacional da Mulher é uma data especial, não para dar atenção às mulheres somente neste dia, mas na qual - homens e mulheres - possamos refletir um pouco sobre o nosso modo de vida e a nossa relação com nossos semelhantes e dessemelhantes.
Nesta sociedade patriarcal, hipócrita e machista, muitas vezes pensamos somente em nossas necessidades mesquinhas e esquecemo-nos de ouvir o outro, envergonhamo-nos de nos aconchegar, deixar ser penetrado em vez de querer só penetrar, numa atitude fálica, agressiva, arrogante, própria do mundo masculinizado - deixamos, assim, de sermos generosos e compreensivos.
Neste dia – 08 de março – paremos um pouco e pensemos naquela que se sacrifica para dar a Vida, naquele ser do qual todos os homens são gerados – as mulheres! Elas têm muito a nos ensinar: a generosidade, a compreensão, a ternura... Talvez assim possamos dar um pouco de alento a este mundo tão embrutecido e paranóico!
SALVE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Hoje é dia dos Santos Reis

Folia de Reis

As origens da Festa dos Reis ou Folia dos Reis remetem à época medieval. Em Portugal, esta festa é tradicionalmente comemorada em Beiras e arredores apresentando procissões de homens que cantam em louvor do Espírito Santo. A tradição ibérica foi transplantada para o Brasil já como os primeiros colonos e lideranças lusitanas nos primeiros tempos do Brasil Colonial. Em certas regiões, inclusive em vários municipios do interior fluminense e mesmo no Grande Rio (como nos subúrbios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São Gonçalo), a festa é praticada das maneiras mais diversificadas incluindo procissões, cantorias, disputas esportivas, chacotas, foguedos, folias, etc, etc.
Confesso que não conheço a festa de perto, só através da televisão e mídias afins. Nunca participei ou assisti a uma folia desse tipo e parece-me algo longíquo, perdido na memória do tempo. Mas vejo que é bem atual, praticado ainda com muita significação em diversas regiões. Essa minha ignorância talvez seja fruto de uma falta de interesse em acompanhar os ritos católicos devido a uma, digamos, incompatibilidade histórica-política-ideológica-filosófica a qual me provoca uma certa aversão a tudo que cheire a Roma, ou melhor, ao Vaticano.
No entanto, mesmo so conhecendo a festa pela literatura cristã e pela mídia (idem), reconheço que certas manifestações dos ritos e reproduções dos mitos através das artes e representações miméticas são bastante curiosos, antropologicamente falando.
A tradição dos Reis Magos tem origens remotas na Antiguidade e confunde-se com o mito do Espírito Santo, demonstrando uma interação entre o cristianismo e os mitos pagãos.
No Brasil a folia praticada em diversas regiões recriam as tradições ibéricas apresentando grupos de homens vestidos sobretudo de branco, embora predominem diversas outras cores vibrantes, que saem de casa em casa pedindo esmolas para as festas do Espírito Santo ou dos Reis, cantando e dançando ao som de violões, cavaquinhos, pandeiros, pistons e tantãs. Na Bahia, o dia de Reis é festejado ao som dos tambores, das palmas e dos choques de bastonetes do maculelê, dança que lembra a resistência escrava no interior baiano.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Domingo...

Domingo...

Dia do Senhor. Ou será Dia do Sol (sunday)? Ou dia do Senhor Sol? Bem, de qualquer maneira essas denominações hoje perdem cada vez mais o sentido. Domingo vira dia de encher a cara de cachaça, a barriga de carne e a mente de porcarias da televisão!

Brevemente falaremos mais sobre isto. Por enquanto tentemos refletir sobre o verdadeiro sentido deste dia que muitos adoram, e muitos detestam!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"Papai Noel"

Entre os dias 20 e 31 de Dezembro ocorre o 'JUL' - Celebração do ano novo nórdico, comemorado pelos Asatrús. Trata-se de um festival de 12 noites. É o mais importante de todos os festivais para os seguidores dessa filosofia. Na noite de 20 de Dezembro, o Deus Wotan (Odin) viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza. Nos tempos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e Odin (que é caracterizado como um senhor gordinho de longas barbas) acabou virando o simpático Papai Noel. Até hoje existe uma estátua de Odin na Noruega, que a Igreja acabou transformando na estatua de "São Nicolau".Depois de ler esse texto, fui pesquisar no google, e olha só o que encontrei, além de ter muito mais...
UM POUCO MAIS SOBRE O NATAL NORUEGUÊS
Tradiçoes natalinas na antiga Noruega...
O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados, em parte, em várias culturas antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem ainda mais por meio de várias semanas de festividades. Nós nos tornamos mais refletivos e atenciosos.
Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno (Yule)- um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte.
Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo. Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O natal é, deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições cristãs mais modernas.
Hoje, o natal é a celebração mais popular do ano na igreja cristã e para famílias e amigos.
Natal nos velhos tempos...
As preparações para o natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do natal durassem o resto do ano. Em fazendas norueguesas maiores, cinco a seis porcos, sete a oito ovelhas, duas vacas e um par de bezerros eram mortos. A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do solstício de inverno, na lua nascente. Os fazendeiros acreditavam que a carne era melhor e iam além, se o sacrifíco fosse realizado numa boa hora. As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada, e o restante era lacrado hermeticamente com uma camada de gordura. Nada se perdia - depois do corte da carne era hora de fazer velas e sabão com a gordura. As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pão, pão de fôrma, lefse e pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e o corte da carne e o assado preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira. Tudo precisava estar limpo e brilhante para a celebração. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
Religião...
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do natal. Os cardápios variavam de distrito para distrito, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda - empregados, família e convidados - comiam o jantar de "natal" juntos. Freqüentemente as mulheres deixavam a comida de fora até o dia depois do Natal caso espíritos do mal e "pequenas pessoas" resolvessem visitar a fazenda durante a noite. O nisse não podia ser esquecido, caso contrário a fazenda poderia ter má sorte.Todos iam para um culto matinal da igreja no dia de natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a véspera de natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no dia de natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Julebukk...
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode) na frente, era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez. Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.
Fonte: http://anoruegabrasileira.blogspot.com/
Como podemos ver, tudo, ou quase tudo das tradições pagãs, foi fielmente adapatado para a o cristianismo...
Pesquisem...