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terça-feira, 19 de maio de 2009

Imprensa marron cocô!



Carta publicada no "Painel do Leitor" da "Folha de São Paulo" por um leitor indignado com o derespeito do mesmo jornal à ministra Dilma Rousseff.
Reproduzido originalmente em Náufrago da Utopia:

"A foto da ministra Dilma Rousseff com as duas mãos na cabeça, com expressão apreensiva e, de acordo com a Folha, segurando a peruca, informa? Explica os fatos?

Alguns homens públicos, quando se submetem às sessões de quimioterapia, raspam os cabelos. O governador Mário Covas, ao aparecer em público com os cabelos raspados, nunca teve em destaque esse fato, tampouco sofreu constrangimento no seu processo de doença.

Por razões culturais, para as mulheres, a representação simbólica da perda dos cabelos é diferente. A Folha e os profissionais de imprensa precisam ficar atentos a essas diferenças de gênero. Caso contrário, como acontece com a foto publicada na Folha, vão cometer atos profundamente desrespeitosos.

A mulher e a política Dilma Rousseff, no tratamento do câncer, devem ser tratadas com respeito e solidariedade. A delicadeza é uma dimensão da ética e precisa orientar o exercício do jornalismo."

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Feitores do Século XXI


A escravidão no Brasil parece que não terminou no final do século retrasado...
Práticas comuns do século XIX ainda são vistas direcionadas contra as pessoas humildes, o povo em geral.
A polícia e congêneres que a princípio deveriam cuidar da segurança e bem-estar da população, não perdem tempo e oportunidade de açoitar os desavisados.
Como nos tempos da escravidão, o castigo era praticado por escravos e libertos contra pessoas de sua própria cor e condição social.
Agentes ferroviários dando chicotada nos usuários (clientes que pagam pelo serviço e deveriam ser tratados com dignidade)!
Isto demonstra o descaso que as empresas privadas, concessionárias de serviço de utilidade pública, tratam seus usuários, justamente as pessoas que dão lucro à empresa. Na semana passada tivemos provas do descaso destas empresas com a diminuição do número de barcas circulando justamente no horário de pico. Passageiro indignados desejosos de voltar para casa após um dia estafante de trabalho simplesmente não encontraram embarcações suficientes para todos.
Está na hora das autoridades públicas reverem a concessão e o monopólio dessas empresas. Transporte deveria ser um serviço totalmente público!