Tendo como lema em seu brasão episcopal In obsequio Jesu Christi (A serviço de Jesus Cristo), esse atordoado ser, representante desse “Conto da Carochinha” que é o cristianismo, resolveu “punir” com a excomunhão (pena eclesiástica que exclui crédulos do gozo da totalidade dos bens espirituais) todos os envolvidos com o aborto levado a efeito na menina de nove anos, 1,37 m de altura e 33 quilos, que estava grávida de gêmeos após estupros contínuos por parte do próprio padrasto. Estão condenados, por ordem dessa aberração cromossômica que ocupa o posto deixado pelo inesquecível Dom Hélder Câmara, os advogados, juízes, familiares da criança e equipe médica que viabilizaram esse aborto em tempo recorde, impossibilitando a ação funesta desse psicopata. Psicopata, sim! Não acredito que alguém que é obrigado a abdicar das delícias do sexo por toda a vida tenha algum grau de normalidade. Mesmo que se, em vez de resignar-se com essa castração compulsória, houver optado por aderir à prática comum aos conventos, sacristias e seminários, onde rola o maior auê quando as luzes são apagadas. A prova das alucinações intelectuais que a falta de sexo ou seu uso com imenso sentimento de culpa é capaz de provocar em quem se relaciona assim com esse prazer, é que, esse representante do Vaticano aqui em Pernambuco, absolveu da excomunhão o padrasto das crianças abusadas. No plural sim, já que, há mais de quatro anos, abusava também de uma irmã da grávida, que tem sérios problemas mentais.
Ainda bem que a autoridade moral desse suposto donzelo não vai além do seu próprio quarto de dormir, senão teríamos que assistir a essa criança de apenas nove anos, gerar em seu frágil corpo, dois embriões que, no seu impúbere útero, foram assentados por quem lhe devia abrigo.
Essa anomalia que perambula arrastando sapatos lilás pela nave central das igrejas católicas pernambucanas, e exibindo ameaçadoramente imenso crucifixo pendente sobre o peito, bem que tentou amedrontar familiares da pequena e indefesa criança, mas, o Ministério Público, o Judiciário e a Junta Médica não lhe deram tempo de usar sua arma preferida: a palavra mentirosa e mórbida desferida contra pessoas intelectualmente desprevenidas.
veja o blog vassoura de bruxa
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Informações, curiosidades, comentários, pontos-de vista... Este é o nosso blog, vamos fazer ouvir a voz da minoria que não se resigna; a "minoria" ruidosa!
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domingo, 8 de março de 2009
A BESTA MEDONHA!
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quinta-feira, 5 de março de 2009
O CAÇADOR DE PIPAS
(The Kite Runner) EUA, 2007 – Direção: Marc Forster
Você comeria terra por seu amigo? Baseado no romance de Khaled Hosseini, O Caçador de Pipas é um filme formidável. Fala de dois amigos que crescem juntos nas ruas de Cabul nos anos 70, antes da invasão soviética no Afeganistão. Uma amizade desigual e até certo ponto sem reciprocidade entre dois meninos em extremos opostos da sociedade, meninos estes separados pela História, pela religião, pelos costumes e pelas convenções sociais. É uma história humana, de anti-heróis, de pessoas que erram e tentam redimir seus erros.
Uma das características de O Caçador de Pipas são as metáforas. Elas aparecem o tempo todo, mas a metáfora-chave do filme é a cena do estupro. Nela temos um paralelo com a imagem de um país inteiro sendo estuprado, violentado por vários regimes enquanto a comunidade internacional assiste a tudo, impassível, covarde. O gênero humano talvez seja assim na maioria das vezes. Somos capazes de trair, mentir, sermos convenientes aos nossos interesses. Mas sabemos o que estamos fazendo. Não ignoramos nossos fracassos e nossas falhas e nem sempre somos capazes de enfrentar aquilo que nos assombra, pois a covardia tem seu preço e atormenta a mente do covarde. O tempo só piora as coisas.
O filme trata de anti-heróis e por isso é muito interessante. Os heróis são fáceis, presumíveis, chatos. Os anti-heróis são bem mais complexos, com muito mais profundidade psicológica, cheios de medos e de culpas. A jornada para curar essas feridas e superar as culpas é o que nos faz ver nesta história o reconhecimento das nossas falhas, dos nossos erros, vermos que não somos perfeitos. Todos nós fazemos coisas na vida pelas quais temos que nos redimir por não termos sido muito corajosos, ou pelo medo nos ter desviado, pois muito da nossa vida é guiado pelo medo. É a história da remissão dos erros e da tentativa de ser bom de novo, “para você, mil vezes”, pois ainda existe o amor incondicional.
As qualidades técnicas do filme também é um ponto alto. O roteiro de David Benioff respeita a estrutura do romance e manteve o que era essencial na história. Efeitos especiais na medida certa para criar aquele universo de sonho e realidade. O idioma persa/dari foi mantido dando um clima de autenticidade e sendo respeitada assim a cultura afegã. A direção de arte (Carlos Conti) e o figurino recriam muito bem a atmosfera e os personagens de todas as épocas e localizações retratadas no filme (Cabul nos anos 70, quando ainda não havia sido destruída pelos invasores russos e talibãs, o Afeganistão atual, após as invasões, etc.). A música (do compositor espanhol Alberto Iglesias) proporciona um clima perfeito.
Um filme internacional. Uma historia que rompe as fronteiras, pois ela retrata os sentimentos humanos, sentimentos universais. Um épico intimista. Uma história inesquecível.
Você comeria terra por seu amigo? Baseado no romance de Khaled Hosseini, O Caçador de Pipas é um filme formidável. Fala de dois amigos que crescem juntos nas ruas de Cabul nos anos 70, antes da invasão soviética no Afeganistão. Uma amizade desigual e até certo ponto sem reciprocidade entre dois meninos em extremos opostos da sociedade, meninos estes separados pela História, pela religião, pelos costumes e pelas convenções sociais. É uma história humana, de anti-heróis, de pessoas que erram e tentam redimir seus erros.
Uma das características de O Caçador de Pipas são as metáforas. Elas aparecem o tempo todo, mas a metáfora-chave do filme é a cena do estupro. Nela temos um paralelo com a imagem de um país inteiro sendo estuprado, violentado por vários regimes enquanto a comunidade internacional assiste a tudo, impassível, covarde. O gênero humano talvez seja assim na maioria das vezes. Somos capazes de trair, mentir, sermos convenientes aos nossos interesses. Mas sabemos o que estamos fazendo. Não ignoramos nossos fracassos e nossas falhas e nem sempre somos capazes de enfrentar aquilo que nos assombra, pois a covardia tem seu preço e atormenta a mente do covarde. O tempo só piora as coisas.
O filme trata de anti-heróis e por isso é muito interessante. Os heróis são fáceis, presumíveis, chatos. Os anti-heróis são bem mais complexos, com muito mais profundidade psicológica, cheios de medos e de culpas. A jornada para curar essas feridas e superar as culpas é o que nos faz ver nesta história o reconhecimento das nossas falhas, dos nossos erros, vermos que não somos perfeitos. Todos nós fazemos coisas na vida pelas quais temos que nos redimir por não termos sido muito corajosos, ou pelo medo nos ter desviado, pois muito da nossa vida é guiado pelo medo. É a história da remissão dos erros e da tentativa de ser bom de novo, “para você, mil vezes”, pois ainda existe o amor incondicional.
As qualidades técnicas do filme também é um ponto alto. O roteiro de David Benioff respeita a estrutura do romance e manteve o que era essencial na história. Efeitos especiais na medida certa para criar aquele universo de sonho e realidade. O idioma persa/dari foi mantido dando um clima de autenticidade e sendo respeitada assim a cultura afegã. A direção de arte (Carlos Conti) e o figurino recriam muito bem a atmosfera e os personagens de todas as épocas e localizações retratadas no filme (Cabul nos anos 70, quando ainda não havia sido destruída pelos invasores russos e talibãs, o Afeganistão atual, após as invasões, etc.). A música (do compositor espanhol Alberto Iglesias) proporciona um clima perfeito.
Um filme internacional. Uma historia que rompe as fronteiras, pois ela retrata os sentimentos humanos, sentimentos universais. Um épico intimista. Uma história inesquecível.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Como deturpar a cultura alheia
TV GLOBO
Caminho (desrespeitoso) das Índias
Por Washington Araújo em 10/2/2009
Convenço-me cada vez mais que Caminho das Índias é o folhetim mais fantasioso – e também desrespeitoso para com outra cultura – jamais produzido pela televisão brasileira. Se existe algum traço de realidade naquela trama, esse traço ficou submerso no sagrado rio Gânges. Visitei Nova Déli em dezembro de 1987, quando pude participar da dedicação a Deus e à humanidade do Templo Bahá´í, o belo templo de nove lados na forma de flor de lótus, ladeado por igualmente 9 espelhos d´água. E tenho bem viva na memória a noite do dia 27 de dezembro daquele ano quando ninguém menos que Ravi Shankar, o grande músico e poeta indiano, apresentou a sinfonia especialmente criada por ele para aquela ocasião. São as imagens daquela Índia que vi e vivi que não se casam, nem à força, com a Índia que estou me esforçando para ver e quem sabe vivenciar em nossa telinha mágica que é a TV.
Voltando ao folhetim das 8 da noite na TV Globo. Em pouco mais de uma semana que estive em Déli e em Agra, onde fica o Taj Mahal, não encontrei qualquer sinal de opulência, riqueza material, balés artísticos e trajes esvoaçantemente coloridos nas ruas daquelas cidades. Ao contrário, testemunhei muita miséria, pobreza ao cubo, caos no trânsito, multidões se sobrepondo umas às outras. O barulho de buzinas, nas mais variadas tonalidades e em volume sempre muito além do usualmente aceitável, bem caracterizaram qualquer passeio nas ruas de Déli.
Claro que existem famílias abastadas, afinal é uma das mais pujantes economias do planeta nessa primeira década do século 21, além de estar na vanguarda da revolução tecnológica, notadamente no campo da informática. Mas assim posto, fica muito difícil ser condescendente com a trama de Glória Perez.
Padrão farsesco
Nessa história há um padrão de farsesco nos detalhes. Chama atenção o destaque dado às superstições e crendices que da forma como são apresentadas parecem derivar da sagrada religião hindu. E isso não é verdade e mesmo, não se sustenta em fatos. Colocar a questão do dote para o casamento de forma folclorizada é um claro nonsense da trama. Um indiano abastado deixar de sair de casa se a primeira imagem que vir ao colocar os olhos na rua for o de uma viúva ou de algum intocável é de rolar de rir. Desfazer uma maldição nupcial casando o personagem com uma bananeira, uma árvore, um animal, é rematada tolice. Não vi nada disso na Índia e se tais costumes e práticas algum dia existiram devem estar ainda enredados na milenar noite dos tempos...
Minha perplexidade é tal que me faz imediatamente pensar em um paralelo possível. Imaginemos que produtores de Hollywood resolvessem fazer um seriado de costumes tendo como pano de fundo o Brasil dos dias atuais e então...
** colocassem homens vestidos apenas com sungas e mulheres trajando minúsculos biquínis ou apenas aqueles do tipo fio-dental em plena avenida Paulista ou nos arredores da Candelária, na avenida Rio Branco ou entrando no Ministério da Justiça em Brasília?
** colocassem pais ensinando os filhos a se precaverem e a temerem a Sucupira, o Saci-Pererê, o Mula-sem-cabeça, o chupacabras, o lobisomem, os ETs de Varginha?
** colocassem mulheres baianas vestidas com os vestidos das baianas do acarajé em pleno Teatro Castro Alves e homens com fantasias do bloco Filhos de Gandhi deitando discursos em inaugurações do governo?
** colocassem gurus, videntes, pais-de-santo visitando apartamentos de algumas famílias abastadas do Leblon (Rio) ou dos Jardins (SP) para tratar dos dias propícios aos negócios, ajustar casamentos entre famílias e os donos das casas sempre a um passo de se prostarem ante seus pés em sinal de reverência?
** colocassem cobras, onças, tamanduás, chimpanzés e multicores araras nas ruas de Belo Horizonte e na Boca Maldita de Curitiba, par a par com os citadinos?
** colocassem mães reverentemente ensinando os filhos adolescentes a venerarem Nossa Senhora (da Conceição, de Fátima, de Aparecida, de Lourdes, do Perpétuo Socorro, de Guadalupe, da Anunciação, dos Prazeres, dos Navegantes etc.) e também a galerias dos santos, com São Francisco (de Assis, de Canindé, de Xavier), São João (Batista, do Latrão, de Sena), quem sabe os adoradores da Medalha Milagrosa ou o pequenino Menino Jesus de Praga?
** pais, irmãos, filhos, netos, avós de repente e sem mais nem menos, logo após ouvirem uma boa notícia transmitida pelo pai da família, se levantassem para bailar na sala em sinal de vivo contentamento?
Esquizofrenia na telinha
Daria para acreditar nas situações acima mencionadas? A resposta certamente seria a mesma para essa outra pergunta: daria para acreditar na Índia de Glória Perez?
A televisão brasileira vive um particular momento de viva esquizofrenia. Saem de um folhetim pintado com as cores sombrias de páginas policiais, após haver domesticado o ouvido de milhões de brasileiros com o repetitivo tango pós-moderno pontuando aquelas incansáveis animações de abertura para o frenesi multicor da música techno embalado por imagens digitalmente multiplicadas de templos e deuses venerados na Índia e em outros países asiáticos.
Neste ponto vejo um profundo desrespeito pelo Sagrado em se tratando daquela particular nação do planeta. Brhama, Vishnu, Krishna, Shiva, Ganesha, são tão sagrados no inconsciente coletivo da raça quanto às aparições do Anjo Gabriel a Maria, a imagem de Jesus e das Nossas Senhoras, o Santo Sudário e a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, a Kaaba dos muçulmanos em Meca, o templo budista de Bohodour na Indonésia, o muro das Lamentações dos judeus na Terra Santa.
Ousaríamos misturar essas imagens sacras do cristianismo, judaísmo, budismo e islamismo com o movimento frenético dos passistas do Marquês de Sapucaí e tendo como trilha sonora a nossa bem reputada música carnavalesca?
Se existe algo que impede a criação de uma cultura genuína de paz entre todos os seres humanos do planeta é, sem dúvida alguma, a forma grosseira como retratamos o que não entendemos ou o que é diferente de nós. Vale ainda, pois dificilmente prescreverá, a regra de ouro de todas as religiões: não devemos fazer aos outros aquilo que não desejamos que seja feito a nós.
Caminho (desrespeitoso) das Índias
Por Washington Araújo em 10/2/2009
Convenço-me cada vez mais que Caminho das Índias é o folhetim mais fantasioso – e também desrespeitoso para com outra cultura – jamais produzido pela televisão brasileira. Se existe algum traço de realidade naquela trama, esse traço ficou submerso no sagrado rio Gânges. Visitei Nova Déli em dezembro de 1987, quando pude participar da dedicação a Deus e à humanidade do Templo Bahá´í, o belo templo de nove lados na forma de flor de lótus, ladeado por igualmente 9 espelhos d´água. E tenho bem viva na memória a noite do dia 27 de dezembro daquele ano quando ninguém menos que Ravi Shankar, o grande músico e poeta indiano, apresentou a sinfonia especialmente criada por ele para aquela ocasião. São as imagens daquela Índia que vi e vivi que não se casam, nem à força, com a Índia que estou me esforçando para ver e quem sabe vivenciar em nossa telinha mágica que é a TV.
Voltando ao folhetim das 8 da noite na TV Globo. Em pouco mais de uma semana que estive em Déli e em Agra, onde fica o Taj Mahal, não encontrei qualquer sinal de opulência, riqueza material, balés artísticos e trajes esvoaçantemente coloridos nas ruas daquelas cidades. Ao contrário, testemunhei muita miséria, pobreza ao cubo, caos no trânsito, multidões se sobrepondo umas às outras. O barulho de buzinas, nas mais variadas tonalidades e em volume sempre muito além do usualmente aceitável, bem caracterizaram qualquer passeio nas ruas de Déli.
Claro que existem famílias abastadas, afinal é uma das mais pujantes economias do planeta nessa primeira década do século 21, além de estar na vanguarda da revolução tecnológica, notadamente no campo da informática. Mas assim posto, fica muito difícil ser condescendente com a trama de Glória Perez.
Padrão farsesco
Nessa história há um padrão de farsesco nos detalhes. Chama atenção o destaque dado às superstições e crendices que da forma como são apresentadas parecem derivar da sagrada religião hindu. E isso não é verdade e mesmo, não se sustenta em fatos. Colocar a questão do dote para o casamento de forma folclorizada é um claro nonsense da trama. Um indiano abastado deixar de sair de casa se a primeira imagem que vir ao colocar os olhos na rua for o de uma viúva ou de algum intocável é de rolar de rir. Desfazer uma maldição nupcial casando o personagem com uma bananeira, uma árvore, um animal, é rematada tolice. Não vi nada disso na Índia e se tais costumes e práticas algum dia existiram devem estar ainda enredados na milenar noite dos tempos...
Minha perplexidade é tal que me faz imediatamente pensar em um paralelo possível. Imaginemos que produtores de Hollywood resolvessem fazer um seriado de costumes tendo como pano de fundo o Brasil dos dias atuais e então...
** colocassem homens vestidos apenas com sungas e mulheres trajando minúsculos biquínis ou apenas aqueles do tipo fio-dental em plena avenida Paulista ou nos arredores da Candelária, na avenida Rio Branco ou entrando no Ministério da Justiça em Brasília?
** colocassem pais ensinando os filhos a se precaverem e a temerem a Sucupira, o Saci-Pererê, o Mula-sem-cabeça, o chupacabras, o lobisomem, os ETs de Varginha?
** colocassem mulheres baianas vestidas com os vestidos das baianas do acarajé em pleno Teatro Castro Alves e homens com fantasias do bloco Filhos de Gandhi deitando discursos em inaugurações do governo?
** colocassem gurus, videntes, pais-de-santo visitando apartamentos de algumas famílias abastadas do Leblon (Rio) ou dos Jardins (SP) para tratar dos dias propícios aos negócios, ajustar casamentos entre famílias e os donos das casas sempre a um passo de se prostarem ante seus pés em sinal de reverência?
** colocassem cobras, onças, tamanduás, chimpanzés e multicores araras nas ruas de Belo Horizonte e na Boca Maldita de Curitiba, par a par com os citadinos?
** colocassem mães reverentemente ensinando os filhos adolescentes a venerarem Nossa Senhora (da Conceição, de Fátima, de Aparecida, de Lourdes, do Perpétuo Socorro, de Guadalupe, da Anunciação, dos Prazeres, dos Navegantes etc.) e também a galerias dos santos, com São Francisco (de Assis, de Canindé, de Xavier), São João (Batista, do Latrão, de Sena), quem sabe os adoradores da Medalha Milagrosa ou o pequenino Menino Jesus de Praga?
** pais, irmãos, filhos, netos, avós de repente e sem mais nem menos, logo após ouvirem uma boa notícia transmitida pelo pai da família, se levantassem para bailar na sala em sinal de vivo contentamento?
Esquizofrenia na telinha
Daria para acreditar nas situações acima mencionadas? A resposta certamente seria a mesma para essa outra pergunta: daria para acreditar na Índia de Glória Perez?
A televisão brasileira vive um particular momento de viva esquizofrenia. Saem de um folhetim pintado com as cores sombrias de páginas policiais, após haver domesticado o ouvido de milhões de brasileiros com o repetitivo tango pós-moderno pontuando aquelas incansáveis animações de abertura para o frenesi multicor da música techno embalado por imagens digitalmente multiplicadas de templos e deuses venerados na Índia e em outros países asiáticos.
Neste ponto vejo um profundo desrespeito pelo Sagrado em se tratando daquela particular nação do planeta. Brhama, Vishnu, Krishna, Shiva, Ganesha, são tão sagrados no inconsciente coletivo da raça quanto às aparições do Anjo Gabriel a Maria, a imagem de Jesus e das Nossas Senhoras, o Santo Sudário e a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, a Kaaba dos muçulmanos em Meca, o templo budista de Bohodour na Indonésia, o muro das Lamentações dos judeus na Terra Santa.
Ousaríamos misturar essas imagens sacras do cristianismo, judaísmo, budismo e islamismo com o movimento frenético dos passistas do Marquês de Sapucaí e tendo como trilha sonora a nossa bem reputada música carnavalesca?
Se existe algo que impede a criação de uma cultura genuína de paz entre todos os seres humanos do planeta é, sem dúvida alguma, a forma grosseira como retratamos o que não entendemos ou o que é diferente de nós. Vale ainda, pois dificilmente prescreverá, a regra de ouro de todas as religiões: não devemos fazer aos outros aquilo que não desejamos que seja feito a nós.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
História de São Sebastião
Mártir cristão, nascido segundo alguns em Milão, cidade de sua mãe, e segundo outros em Narbona, terra natal de seu pai, sendo sua festa celebrada a 20 de janeiro. Passou a maior parte de sua vida em Roma, ao tempo do imperador Diocleciano. Soldado do exército romano, chegou a alcançar o comando de uma coorte de pretorianos. Por ser cristão e divulgar sua doutrina, foi denunciado e preso.
Diocleciano tentou em vão dissuadi-lo, condenando-o à morte, sentença que os arqueiros se encarregaram de cumprir. Crivado de flechas, São Sebastião foi encontrado por Irene, uma cristã, que, ao retirá-lo da árvore onde seus algozes o haviam amarrado, verificou que o corpo do mártir ainda estava com vida. Conduzido à casa de Irene, São Sebastião se restabeleceu em poucos dias.
Insensível às súplicas dos cristãos, apresentou-se ao imperador, que, desta vez, ordenou fosse açoitado até morrer (c. 255). Seu cadáver, jogado na cloaca de Roma, foi outra vez descoberto por uma mulher, Lucina, a quem o santo apareceu em sonho, pedindo que o sepultasse nas catacumbas, ao lado dos apóstolos.
Próximo a este lugar, junto à via Ápia, foi posteriormente construída uma basílica em sua honra. Esta, durante a Idade Média, tornou-se centro popular de devoção e peregrinações. Em Portugal há pelo menos, 92 igrejas que o têm por orago. No Brasil é padroeiro de 144 paróquias, inclusive na cidade do Rio de Janeiro, cujo nome canônico é São Sebastião do Rio de Janeiro. Justifica-se a adoção desse nome pelo fato de que a primeira grande vitória das armas portuguesas contra os franco-tamoios, na região da Guanabara - a batalha de Uruçumirim -, travou-se a 20 de Janeiro
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_(santo)
Diocleciano tentou em vão dissuadi-lo, condenando-o à morte, sentença que os arqueiros se encarregaram de cumprir. Crivado de flechas, São Sebastião foi encontrado por Irene, uma cristã, que, ao retirá-lo da árvore onde seus algozes o haviam amarrado, verificou que o corpo do mártir ainda estava com vida. Conduzido à casa de Irene, São Sebastião se restabeleceu em poucos dias.
Insensível às súplicas dos cristãos, apresentou-se ao imperador, que, desta vez, ordenou fosse açoitado até morrer (c. 255). Seu cadáver, jogado na cloaca de Roma, foi outra vez descoberto por uma mulher, Lucina, a quem o santo apareceu em sonho, pedindo que o sepultasse nas catacumbas, ao lado dos apóstolos.
Próximo a este lugar, junto à via Ápia, foi posteriormente construída uma basílica em sua honra. Esta, durante a Idade Média, tornou-se centro popular de devoção e peregrinações. Em Portugal há pelo menos, 92 igrejas que o têm por orago. No Brasil é padroeiro de 144 paróquias, inclusive na cidade do Rio de Janeiro, cujo nome canônico é São Sebastião do Rio de Janeiro. Justifica-se a adoção desse nome pelo fato de que a primeira grande vitória das armas portuguesas contra os franco-tamoios, na região da Guanabara - a batalha de Uruçumirim -, travou-se a 20 de Janeiro
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_(santo)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Hoje é dia dos Santos Reis
Folia de Reis
As origens da Festa dos Reis ou Folia dos Reis remetem à época medieval. Em Portugal, esta festa é tradicionalmente comemorada em Beiras e arredores apresentando procissões de homens que cantam em louvor do Espírito Santo. A tradição ibérica foi transplantada para o Brasil já como os primeiros colonos e lideranças lusitanas nos primeiros tempos do Brasil Colonial. Em certas regiões, inclusive em vários municipios do interior fluminense e mesmo no Grande Rio (como nos subúrbios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São Gonçalo), a festa é praticada das maneiras mais diversificadas incluindo procissões, cantorias, disputas esportivas, chacotas, foguedos, folias, etc, etc.
Confesso que não conheço a festa de perto, só através da televisão e mídias afins. Nunca participei ou assisti a uma folia desse tipo e parece-me algo longíquo, perdido na memória do tempo. Mas vejo que é bem atual, praticado ainda com muita significação em diversas regiões. Essa minha ignorância talvez seja fruto de uma falta de interesse em acompanhar os ritos católicos devido a uma, digamos, incompatibilidade histórica-política-ideológica-filosófica a qual me provoca uma certa aversão a tudo que cheire a Roma, ou melhor, ao Vaticano.
No entanto, mesmo so conhecendo a festa pela literatura cristã e pela mídia (idem), reconheço que certas manifestações dos ritos e reproduções dos mitos através das artes e representações miméticas são bastante curiosos, antropologicamente falando.
A tradição dos Reis Magos tem origens remotas na Antiguidade e confunde-se com o mito do Espírito Santo, demonstrando uma interação entre o cristianismo e os mitos pagãos.
No Brasil a folia praticada em diversas regiões recriam as tradições ibéricas apresentando grupos de homens vestidos sobretudo de branco, embora predominem diversas outras cores vibrantes, que saem de casa em casa pedindo esmolas para as festas do Espírito Santo ou dos Reis, cantando e dançando ao som de violões, cavaquinhos, pandeiros, pistons e tantãs. Na Bahia, o dia de Reis é festejado ao som dos tambores, das palmas e dos choques de bastonetes do maculelê, dança que lembra a resistência escrava no interior baiano.
As origens da Festa dos Reis ou Folia dos Reis remetem à época medieval. Em Portugal, esta festa é tradicionalmente comemorada em Beiras e arredores apresentando procissões de homens que cantam em louvor do Espírito Santo. A tradição ibérica foi transplantada para o Brasil já como os primeiros colonos e lideranças lusitanas nos primeiros tempos do Brasil Colonial. Em certas regiões, inclusive em vários municipios do interior fluminense e mesmo no Grande Rio (como nos subúrbios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São Gonçalo), a festa é praticada das maneiras mais diversificadas incluindo procissões, cantorias, disputas esportivas, chacotas, foguedos, folias, etc, etc.
Confesso que não conheço a festa de perto, só através da televisão e mídias afins. Nunca participei ou assisti a uma folia desse tipo e parece-me algo longíquo, perdido na memória do tempo. Mas vejo que é bem atual, praticado ainda com muita significação em diversas regiões. Essa minha ignorância talvez seja fruto de uma falta de interesse em acompanhar os ritos católicos devido a uma, digamos, incompatibilidade histórica-política-ideológica-filosófica a qual me provoca uma certa aversão a tudo que cheire a Roma, ou melhor, ao Vaticano.
No entanto, mesmo so conhecendo a festa pela literatura cristã e pela mídia (idem), reconheço que certas manifestações dos ritos e reproduções dos mitos através das artes e representações miméticas são bastante curiosos, antropologicamente falando.
A tradição dos Reis Magos tem origens remotas na Antiguidade e confunde-se com o mito do Espírito Santo, demonstrando uma interação entre o cristianismo e os mitos pagãos.
No Brasil a folia praticada em diversas regiões recriam as tradições ibéricas apresentando grupos de homens vestidos sobretudo de branco, embora predominem diversas outras cores vibrantes, que saem de casa em casa pedindo esmolas para as festas do Espírito Santo ou dos Reis, cantando e dançando ao som de violões, cavaquinhos, pandeiros, pistons e tantãs. Na Bahia, o dia de Reis é festejado ao som dos tambores, das palmas e dos choques de bastonetes do maculelê, dança que lembra a resistência escrava no interior baiano.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Domingo...
Domingo...
Dia do Senhor. Ou será Dia do Sol (sunday)? Ou dia do Senhor Sol? Bem, de qualquer maneira essas denominações hoje perdem cada vez mais o sentido. Domingo vira dia de encher a cara de cachaça, a barriga de carne e a mente de porcarias da televisão!
Brevemente falaremos mais sobre isto. Por enquanto tentemos refletir sobre o verdadeiro sentido deste dia que muitos adoram, e muitos detestam!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
"Papai Noel"
Entre os dias 20 e 31 de Dezembro ocorre o 'JUL' - Celebração do ano novo nórdico, comemorado pelos Asatrús. Trata-se de um festival de 12 noites. É o mais importante de todos os festivais para os seguidores dessa filosofia. Na noite de 20 de Dezembro, o Deus Wotan (Odin) viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza. Nos tempos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e Odin (que é caracterizado como um senhor gordinho de longas barbas) acabou virando o simpático Papai Noel. Até hoje existe uma estátua de Odin na Noruega, que a Igreja acabou transformando na estatua de "São Nicolau".Depois de ler esse texto, fui pesquisar no google, e olha só o que encontrei, além de ter muito mais...
UM POUCO MAIS SOBRE O NATAL NORUEGUÊS
Tradiçoes natalinas na antiga Noruega...
O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados, em parte, em várias culturas antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem ainda mais por meio de várias semanas de festividades. Nós nos tornamos mais refletivos e atenciosos.
Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno (Yule)- um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte.
Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo. Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O natal é, deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições cristãs mais modernas.
Hoje, o natal é a celebração mais popular do ano na igreja cristã e para famílias e amigos.
Natal nos velhos tempos...
As preparações para o natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do natal durassem o resto do ano. Em fazendas norueguesas maiores, cinco a seis porcos, sete a oito ovelhas, duas vacas e um par de bezerros eram mortos. A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do solstício de inverno, na lua nascente. Os fazendeiros acreditavam que a carne era melhor e iam além, se o sacrifíco fosse realizado numa boa hora. As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada, e o restante era lacrado hermeticamente com uma camada de gordura. Nada se perdia - depois do corte da carne era hora de fazer velas e sabão com a gordura. As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pão, pão de fôrma, lefse e pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e o corte da carne e o assado preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira. Tudo precisava estar limpo e brilhante para a celebração. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
Religião...
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do natal. Os cardápios variavam de distrito para distrito, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda - empregados, família e convidados - comiam o jantar de "natal" juntos. Freqüentemente as mulheres deixavam a comida de fora até o dia depois do Natal caso espíritos do mal e "pequenas pessoas" resolvessem visitar a fazenda durante a noite. O nisse não podia ser esquecido, caso contrário a fazenda poderia ter má sorte.Todos iam para um culto matinal da igreja no dia de natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a véspera de natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no dia de natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Julebukk...
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode) na frente, era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez. Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.
Fonte: http://anoruegabrasileira.blogspot.com/
Como podemos ver, tudo, ou quase tudo das tradições pagãs, foi fielmente adapatado para a o cristianismo...
Pesquisem...
UM POUCO MAIS SOBRE O NATAL NORUEGUÊS
Tradiçoes natalinas na antiga Noruega...
O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados, em parte, em várias culturas antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem ainda mais por meio de várias semanas de festividades. Nós nos tornamos mais refletivos e atenciosos.
Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno (Yule)- um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte.
Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo. Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O natal é, deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições cristãs mais modernas.
Hoje, o natal é a celebração mais popular do ano na igreja cristã e para famílias e amigos.
Natal nos velhos tempos...
As preparações para o natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do natal durassem o resto do ano. Em fazendas norueguesas maiores, cinco a seis porcos, sete a oito ovelhas, duas vacas e um par de bezerros eram mortos. A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do solstício de inverno, na lua nascente. Os fazendeiros acreditavam que a carne era melhor e iam além, se o sacrifíco fosse realizado numa boa hora. As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada, e o restante era lacrado hermeticamente com uma camada de gordura. Nada se perdia - depois do corte da carne era hora de fazer velas e sabão com a gordura. As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pão, pão de fôrma, lefse e pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e o corte da carne e o assado preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira. Tudo precisava estar limpo e brilhante para a celebração. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
Religião...
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do natal. Os cardápios variavam de distrito para distrito, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda - empregados, família e convidados - comiam o jantar de "natal" juntos. Freqüentemente as mulheres deixavam a comida de fora até o dia depois do Natal caso espíritos do mal e "pequenas pessoas" resolvessem visitar a fazenda durante a noite. O nisse não podia ser esquecido, caso contrário a fazenda poderia ter má sorte.Todos iam para um culto matinal da igreja no dia de natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a véspera de natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no dia de natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Julebukk...
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode) na frente, era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez. Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.
Fonte: http://anoruegabrasileira.blogspot.com/
Como podemos ver, tudo, ou quase tudo das tradições pagãs, foi fielmente adapatado para a o cristianismo...
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